Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Cidades do Vale do São Francisco

Cidade do Agreste pernambucano começa a receber água do Rio São Francisco em fase de testes

Publicada em 11/03/19 às 09:22h - 55 visualizações

por Carlos Britto - Filó Notícias.Net


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 (Foto: Reprodução)

A pequena cidade de Sanharó começou a receber desde ontem (9) as águas do Rio São Francisco, por meio da integração das Adutoras do Agreste/Moxotó. Além de Sanharó, outras três cidades são atendidas pelo sistema: Arcoverde, Pesqueira e Belo Jardim. A iniciativa é mais uma ação do Governo Paulo Câmara para garantir água no Interior do Estado, em especial no Agreste pernambucano, que tem um déficit hídrico histórico.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a água do São Francisco está chegando a Sanharó de forma gradativa. A expectativa é de que o primeiro ciclo de abastecimento, atendendo todos os bairros da cidade, seja concluído em dez dias. As primeiras comunidades beneficiadas são Salgado, parte do Zacarias Ramalho e do Dr.Tonico, Santa Clara e área central.

Sanharó estava enfrentando um severo rodízio, com água apenas uma vez por mês, pois dependia do Sistema Bitury, cuja barragem entrou em colapso há quatro meses.

Transportar água da transposição para essa região tem sido uma prioridade do governador Paulo Câmara, aproveitando a parte já implantada da tubulação da Adutora do Agreste, mesmo sem a construção do Ramal do Agreste – obra do governo federal ainda não finalizada. Para viabilizar o atendimento, coube à Compesa projetar a Adutora do Moxotó, obra que teve investimento de R$ 85 milhões, e que capta água do São Francisco na Barragem do Moxotó, no Eixo Leste da Transposição, e se interliga na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Arcoverde à Adutora do Agreste.

 

Correções

Desse ponto, a água do São Francisco percorre 80 quilômetros pela Adutora do Agreste até chegar à ETA do Bitury, em Belo Jardim, onde passa por tratamento e segue até as torneiras dos moradores de Sanharó. De acordo com a Compesa, a fase de testes deve durar 30 dias. “É nessa etapa que fazemos as correções necessárias, a exemplo de vazamentos. Estamos trabalhando também para abastecer o município de São Bento do Una nos próximos dias”, afirmou Tavares.




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