Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020
Pernambuco

Em Pernambuco, 55 profissionais de saúde morreram por causa da Covid-19

Publicada em 21/07/20 às 22:10h - 101 visualizações

por Diario de Pernambuco - Filó Notícias.Net


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 (Foto: Reprodução)

Pernambuco contabilizou 55 mortes de profissionais de saúde que atuam no estado após serem infectados com o novo coronavírus. Foram registradas as mortes de 11 técnicos em enfermagem; 10 médicos; sete enfermeiros; dois condutores de ambulância; dois odontólogos, entre outros. O Recife registrou sete mortes de servidores que atuam na área da saúde, sendo dois agentes comunitários de saúde; um enfermeiro; um agente de saúde ambiental; um técnico em enfermagem; uma auxiliar de enfermagem e uma psicóloga.

Em coletiva de imprensa realizada no Palácio do Campo das Princesas e transmitida virtualmente na tarde desta terça-feira (21), o secretário estadual de Saúde, André Longo, ressaltou a importância desses profissionais, que se expõem a riscos na linha de frente do enfrentamento à Covid-19. "A gente se solidariza com todas as famílias e profissionais. Mesmo que não possamos associar todos esses falecimentos à presença na linha de frente, queremos destacar que os profissionais de saúde são verdadeiros heróis", disse.

O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, também se solidarizou com os trabalhadores da saúde e familiares que perderam seus entes. "São profissionais importantes na história de uma sociedade, mas, numa pandemia, isso fica ainda mais evidente. Beira o heroísmo, com maior risco e exposição. Passamos a nossa solidariedade a todos que continuam na linha de frente e que estão nos bastidores. Todos são lembrados. Gostaríamos de expressar, junto às famílias, a nossa solidariedade, os nossos pensamentos e as nossas orações", afirmou.

Até esta terça-feira, 18.050 casos da Covid-19 foram confirmados entre profissionais de saúde. Outros 23.750 foram descartados após testagem. Ainda estão em investigação 49 suspeitas da doença entre esses profissionais. Além disso, 305 testes realizados em pessoas que atuam na área da saúde apresentaram resultados inconclusivos. Ao todo, foram realizados 42.154 exames em profissionais de saúde do estado. Os testes abragem trabalhadores das redes pública - estadual e municipal - e privada.

O médico Cristiano Berardo, de 38 anos, foi um dos profissionais de saúde que tiveram a doença. Recuperado, ele já voltou a trabalhar no Hospital Provisório Recife 2, no bairro dos Coelhos, área central da cidade. O cirurgião cardiovascular atua na linha de frente do hospital de campanha desde a inauguração, em 20 de abril.

Exatamente um mês após o início do trabalho no local, sentiu os primeiros sintomas da doença. "No dia 20 de maio, tive prostração e febre. Depois, tive muita dor no corpo e perdi totalmente o olfato e o paladar. Em sete dias, perdi sete quilos", contou. O médico não sabe exatamente como contraiu a doença. "Tínhamos uma preocupação muito grande com os EPIs (equipamento de proteção individual) e estávamos bem equipados. É um exercício frustrante tentar identificar o momento que pegou quando se toma todos os cuidados", disse.

Além de Cristiano, outros quatro funcionários do administrativo do hospital provisório se afastaram no mesmo período com a doença. "Consegui ficar em casa, em isolamento e não tive sintomas respiratórios. Conheço outros colegas que também tiveram. A lição é que, quando estamos na área da saúde, nos colocamos inteiramente à disposição da população. A nossa saúde também é colocada à disposição. A doação é total", ressaltou.

 

Perfil

De acordo com levantamentos do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e Conselho Internacional de Enfermagem (ICN), três em cada dez óbitos de profissionais de saúde no mundo pela Covid-19 são de brasileiros. "São mulheres relativamente jovens, com prevalência da faixa etária de 40 a 60, muitas delas com comorbidades, que não deveriam estar em contato com casos suspeitos de Covid-19", pontua o órgão de classe.

"A morte destas profissionais indica descaso do poder público com as condições de trabalho e de assistência à saúde. Recebemos e fiscalizamos mais de 5 mil denúncias, a maior parte delas referentes à escassez e inadequação dos equipamentos de proteção individuais (EPIs)”, afirmou o presidente do Cofen, Manoel Neri, em junho. 




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